terça-feira

Mais um poema "roubado"

Destinos


Tantos anos, tantos dias
Tanto tempo para te olhar
Tenho sede de paixão
Tenho desejo de te amar.

Largos anos, muitos dias
Uma vida para viver
Solto os passos ao caminho
Na tristeza de te perder.

Mil ruas, mil estradas
Caminhos de solidão
Nos teus olhos sigo o destino
Com o beijo no coração.

Voltas largas, dá o tempo
Entre partir e voltar
Mil águas, tem os dias
Correm livres para o mar.

Caminhos cruzados
Separados ao nascer
Olhos nos olhos
Um adeus de, bem-querer.

Sigo as rotas, sigo os dias
Sigo a vida sem parar
Desenho novos caminhos
Para de novo te encontrar.

Olho o mar e as estrelas
Mil noites de paixão
Rumo ao tempo, rumo ao vento
Junto a ti, mão na mão!


João Lisboa aka o Lobo



P.S. - Obrigado João

segunda-feira

E não foram felizes para sempre....


Ultimamente os contos de fadas que nos contavam em miúdos andam a levar abalos de realidade... Há uns tempos atrás, a nova versão do Capuchinho Vermelho, abalou significativamente a nossa visão sobre o "Lobo Mau" e sobretudo alerta as criancinhas (e a nós) para o "nem tudo o que parece é..."


Era uma vez ....



Todos nós sabemos que nos Contos de fadas os finais são sempre felizes... existe um padrão de estórias em que a princesa em perigo (criado pela bruxa má) acaba sempre por ser salva pelo príncipe e no fim são felizes para sempre...



Fui, na semana passada, ver um filme que nos mostra uma visão um pouco diferente de um conto de fadas... Uma versão nova da "Cinderela" em que o príncipe age apenas e só segundo o manual dos "contos de fadas", não conseguindo pensar por ele próprio... A Cinderela no fim não acaba com ele mas sim com o lavador de pratos real e que nos prova que a maneira de ser e de estar na vida é bem mais importante que o estatuto social...


No nosso dia a dia não existem princesas em perigo, nem príncipes, nem castelos, nem bruxas...

Bem, talvez as bruxas que existem nem sempre são as vilãs, os castelos podem ser "emprestados" por apenas uma noite, e os príncipes e princesas viraram pessoas normais que são obrigadas a trabalhar para poderem pagar as contas no fim do mês...


Não... a vida não é um conto de fadas como os de antigamente... mas começa a assemelhar se com os contos de fadas inovados... E sim... é possível ser se feliz... e para ser se feliz não é necessário que a nossa vida obedeça aos padrões criados pela sociedade... Somos nós que comandamos a nossa estória... e os vilões, que existem, são meros personagens que tem a importância que lhe dermos... e cada qual escolhe a sua "bruxa"... eu já escolhi a minha...


A minha vida é talvez um conto de fadas vivido à minha maneira...


Dass... e há quem não goste de estórias de encantar...