sábado

Missing You


quinta-feira

RIP - 5 Novembro de 2009

Morreu o Miguel... Tinha a minha idade...
Namorava com a Carla e era Motard...
Compraram casa à 4 anos, numa urbanização perto do Jumbo de Alfragide... Cheguei a lá ir ajudar nas mudanças... Um tipo simples, alegre e pacato...
A última vez que estive com ele foi à 3 anos na Concentração de Faro... era amigo do meu cunhado e acabamos por estar todos juntos...
Namorava com a Carla há mais de 7 anos... Hoje estavam zangados...
Saiu do trabalho de mota e ia almoçar à mãe dele...
Nunca chegou lá...
"Lisboa: um morto em colisão entre moto e táxi A vítima mortal é o condutor de uma moto de alta cilindrada que não terá respeitado um sinal vermelho Uma colisão entre uma moto de alta cilindrada e um táxi sem passageiros provocou, esta quinta-feira de manhã, um morto na Avenida 24 de Julho, em Lisboa. A informação foi confirmada à Lusa pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). De acordo com a PSP que se dirigiu ao local, o condutor da moto de alta cilindrada vinha na Avenida 24 de Julho, sentido Cais do Sofré - Alcântara, e não terá respeitado um sinal vermelho. O homem acabou por embater num táxi que saía da Praça D. Luís I. A mesma fonte da PSP acrescenta que a vítima mortal aparentava ter 35 anos. O motorista do táxi, que não tinha passageiros, não sofreu ferimentos. "

sexta-feira

"A Vida resume-se a 4 garrafas(...)"

"(...)Vamos aproveitá-la, pois já estamos na terceira...."

quarta-feira

.


"Não tenho nada nas mãos para te dar...apenas tenho a vontade de as poisar lentamente na tua tristeza e afastá-la de tí....sem perguntas ,sem respostas ...apenas com um inocente sorriso de alguém que não sabe o que procura,não sabe o que quer,não sabe para onde caminhar,não sabe como enganar o destino...Apenas sei que se um dia te vir chorar vou beijar a primeira lágrima que cair do teu olhar...só porque adoro ver-te sorrir."

Algures no tempo,
de viagem...


"Queria dar-te colo, embalar-te no meu regaço e dizer-te baixinho que tudo está bem quando acaba bem. Queria adormecer essa tua inquietação, dar conta de todos os teus medos, decepar a loucura que desliza dentro de ti como uma enguia sem tino, com tamanha violência que quando sibila se ouve cá fora em redor, escoando-se pelos orifícios da tua pele. Queria garantir-te que, comigo por perto, nada ninguém nunca poderá fazer-te mal, que podes fechar os olhos, descontrair os músculos, deitar para o lixo todos os químicos que agora te permitem a posição vertical e fingires para os outros que és tu. Queria dizer-te que sei que estás algures dentro de ti e que esse invólucro que apresentas é apenas uma pele seca que mais cedo ou mais tarde largarás pelo caminho, quando me souberes lá à frente à tua esfera. Queria que percebesses que há entre nós um laço, mais do que um laço, um nó górdio, um amor complexo e irremediável, cheio de voltas e contravoltas, que ninguém poderá cortar com a sua espada, mesmo que especialmente desembainhada para o efeito. Sei que hoje nada sentes, ocupado que estás com a aritmética simples da sobrevivência, que estas palavras pouco te dizem, que tudo te parece um pesadelo e que não acreditas em mim no fim da linha, acho que a questão nem sequer te interessa. Mas um dia olharemos para trás e leremos os dois este texto premonitório, palavra por palavra, promessa por promessa, juro. E será exactamente como te disse, os dois rodeados de crianças e de bichos e de pólenes de primavera que o vento nos trará em contornando as montanhas. E então serás tu a embalar-me com o cinzento dos teus olhos e a tapares-me com o cobertor até cima, afugentando os meus fantasmas com a mão, vigorosamente, como se fossem apenas insectos incómodos e não esta bola de fogo que me empecilha a garganta e me faz acordar a meio da noite, a vomitar pela cama o medo de te perder para sempre na espuma dos terrores que inventas para ti mesmo."

http://umamoratrevido.blogspot.com/

domingo


"Tenho pés para andar e olhos para ver. Posso sentar-me ou fechar os olhos e dizer que não há sol nem estradas. Mas eu sei que há estradas e sol e que os olhos vêem e os pés andam. Por mais que eu queira, quando sei por dentro que uma coisa está certa, eu tenho de saber que está certa. E ainda que os outros saibam que está errada, isso não me ajuda."




Vergílio Ferreira, in "Contos"

sexta-feira

Lugar nenhum

Acordo em lugar nenhum
Apanho a roupa do chao
Em solidao
Da-me a tua mao
O sonho meu

La fora o sol encandeia
Aqui em lugar nenhum
Ficou no po
Uma marca so
Doutro sonho meu

Eu nunca sei bem onde estou
Se estou sozinho
As voltas em lugar nenhum
Eu ja nao sei ir pra casa

Ha-de ser
Sempre assim
Belo principio
Triste fim

Hoje ja e amanha
Amanha foi ontem
As voltas em lugar nenhum
Eu ja so quero e ir pra casa
Eu ja so quero e ir pra casa

Todas as historias que eu sei
Acabam em lugar nenhum
Em solidao da-me a tua mao
O sonho meu

Ha-de ser
Sempre assim
Belo principio
Triste fim

Hoje e ja amanha
Amanha foi ontem
As voltas em lugar nenhum
Eu ja so quero e ir pra casa
Eu ja so quero e ir pra casa


letra: Tim
musica: Xutos & Pontapes

terça-feira

Love You


Capitalismo....


CAPITALISMO IDEAL

Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!


CAPITALISMO AMERICANO

Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.


CAPITALISMO JAPONÊS

Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e
produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo
inteiro.


CAPITALISMO BRITÂNICO

Você tem duas vacas.
As duas são loucas.


CAPITALISMO HOLANDÊS

Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.


CAPITALISMO ALEMÃO

Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário
previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO RUSSO

Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.


CAPITALISMO SUÍÇO

Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.


CAPITALISMO ESPANHOL

Você tem muito orgulho de ter duas vacas.


CAPITALISMO BRASILEIRO

Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...


CAPITALISMO HINDU

Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.


CAPITALISMO PORTUGUÊS

Você tem duas vacas.
Foram compradas através do Fundo Social Europeu.
O governo cria O IVVA - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado.
Você vende uma vaca para pagar o imposto.
Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago correctamente o IVVA,
o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais.
O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu
consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha
200 vacas.
Para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector das
finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...

sexta-feira

06-03-2006


3 years missing You every day...

quarta-feira

Ronda Nocturna


O significado por detrás do que se vê...

"A crise está em crise"

"Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.
De acordo com os especialistas - e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível - Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades. "
Ricardo Araujo Pereira

terça-feira


Em todos os Natais da minha vida, acabou sempre por faltar alguém... por uma razão ou por outra, havia sempre alguma ausência que se notava, que nos deixava tristes, mas, no fundo, sabiamos que era uma ausencia temporária...


Nos últimos anos permaneceram as ausencias... A tua... a mais significativa.... a única permanente...


No último Natal que passamos juntos já não estavas bem... Demasiado magro... demasido fraco... e no entanto... recordo o teu riso na noite de Natal enquanto o meu irmão saía do teu quarto, vestido de Pai Natal e a minha filha dava pulos de alegria à medida que ele lhe dava cada prenda para desembrulhar...

Nessa noite ainda tiveste força para me teres no teu colo, lugar que que era meu por herança de ser a tua filha mais nova...


Não é por ser Natal que sinto a tua falta... é por já não sentir da mesma forma o Natal... Desde que partiste nunca mais houve "Natal", com "N" maiúsculo... é natal... sim... é natal... As outras ausencias continuam me a afectar, mas não da mesma forma....


Quando tu e a mãe casaram fui eu a menina das alianças... Ainda hoje me lembro de ter ficado fascinada por ver a mãe assim vestida.... Estava linda... de vestido curto, justo e azul claro... e tu, de com calças à boca de sino e camisola de gola alta... Nunca foste homem de usar gravatas... Nesse dia achei que tinha os pais mais giros do mundo...


Na sexta feira passada voltei ao cemitério.... Era hora de almoço e estava completamente vazio à excepção do segurança que estava na porta e de um homem de etnia cigana que estava junto da campa da mulher...


Sempre que lá vou ele está lá... sentado, sempre no mesmo sitio, num banco junto à campa, com um olhar distante.... acredito que ele nunca me tenha visto lá... também acredito que ele não veja ninguém... Por mais estranho que possa parecer ele montou uma tenda nas portas traseiras do cemitério... é para lá que ele se dirige quando o segurança o vai buscar para poder fechar as portas...


Não sei se será tradição... não sei se é por loucura... sei que desde que faleceste, há 3 anos, ele permanece por ali...


Nunca gostaste de cemitérios nem de funerais... Tinhas um sentido de humor um pouco mórbido... No funeral no meu avô, durante a missa, eu, tu e a minha irmã ficamos cá fora da igreja... junto às campas... Eu tinha cerca de 18 anos. Dizias que os seguranças estão à porta dos cemitérios durante a noite para distribuir senhas aos mortos que querem ir sair para uma discoteca...


"antigamente não era preciso senhas... mas depois... saiam 30 mortos e voltavam 50... e andavam à porrada por não haver campas para todos...por isso eles adoptaram o sistema das senhas... só entra quem tem senha... o resto fica à porta..."


Sei que se tu hoje me pudesse dizer alguma coisa dirias que tinhas passado o Natal com a minha tia-avó e o meu tio Arlindo.... Dirias:


"foi uma festa...o Arlindo, que já não tem a mulher para o controlar, bebeu e comeu a noite inteira... até tive que o levar à campa dele porque ele já não sabia o caminho... A tia-avó convidou um velhote que ela conheceu aqui, que por acaso até tem um contacto que arranja tabaco e whisky, e foi a nossa safa, que eu já andava a ressacar de tabaco. É pena ser tabaco espanhol... mas vai aliviando o vício."


Tiveste 4 filhos de dois casamentos... E somos todos diferentes... Como diz a mãe eu sou a mais parecida contigo... e sou o teu feitio chapado... E sabes? tenho um orgulho enorme nisso...


Tenho saudade tuas... muitas... Gostava de te ter podido dizer mais vezes que te adorava... Foi contigo que aprendi a ter uma visão muito própria do mundo... que aprendi que nem todas as pessoas compreendem a nossa forma de estar... ensinaste me o gosto pela música... o gosto de cantar enquanto tocavas viola (deixei de o fazer quando partiste)... fascinavas me quando fazias malabarismo... e sobretudo ensinaste me que não devemos viver segundo as regras da sociedade... e devemos lutar sempre por ser felizes...


Todos os dias da minha vida tento fazer por isso... Lutar com todas as minhas forças pelos meus sonhos e para ser feliz... para que continues a ter orgulho em mim... como sempre tiveste....


sexta-feira


De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte
E mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar,ao vento e à lua.
Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira


quinta-feira

Sophia de Mello Breyner Andresen


"Porque pertenço à raça daqueles que mergulham de olhos abertos
E conhecem o abismo pedra a pedra, anémona a anémona, flor a flor."


"Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua"


"em nome da tua ausência
construí com loucura uma grande casa branca
e ao longo das paredes te chorei"

Das banalidades...




"...nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrém os pensamentos vividos em silêncio. Um amor feliz precisa de turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil."


Miguel Sousa Tavares, in "Não te deixarei morrer, David Crockett


sexta-feira

Err...



Sandra Rosa Madalena

Quero vê-la sorrir
Quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo
Dançar sem parar...(2x)

Ela é bonita
Seus cabelos muito negros
E o seu corpo
Faz meu corpo delirar
O seu olhar desperta em mim
Uma vontade
De enlouquecer
De me perder
De me entregar...

Quando ela dança
Todo mundo se agita
E o povo grita
O seu nome sem parar
É a cigana
Sandra Rosa Madalena
É a mulher
Com quem eu vivo a sonhar...

Quero vê-la sorrir
Quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo
Dançar sem parar...(2x)

Dentro de mim
Mantenho acesa uma chama
Que se inflama
Se ela está perto de mim
Queria ser todas as coisas
Que ela gosta
Queria ser o seu princípio
E ser seu fim...

Quando ela dança
Todo mundo se agita
E o povo grita
O seu nome sem parar
É a cigana
Sandra Rosa Madalena
É a mulher
Com quem eu vivo a sonhar...

Quero vê-la sorrir
Quero vê-la cantar
Quero ver o seu corpo
Dançar sem parar...(7x)

Sidney Magal

quinta-feira

strange kind of love


A strange kind of love
A strange kind of feeling
Swims through your eyes
And like the doors
To a wide vast dominion
They open to your prize

This is no terror ground
Or place for the rage
No broken hearts
White wash lies
Just a taste for the truth
Perfect taste choice and meaning
A look into your eyes

Blind to the gemstone alone
A smile from a frown circles round
Should he stay or should he go
Let him shout a rage so strong
A rage that knows no right or wrong
And take a little piece of you

There is no middle ground
Or that's how it seems
For us to walk or to take
Instead we tumble down
Either side left or right
To love or to hate

Peter Murphy

quarta-feira

Saudades de Avalon


"Believe in magic believe in lore legend and myth

And the hand that guides in the cunning if hope in the weaving of dreams

And the lady of the lake takes my hand and leads me

To the holy isle and the fairy rings and the circles of stone

Forever and again (...)"

"Deliverence" - The Mission U.K.